Um adeus a falsa luz
Desde que adentrei na jornada espiritual, através do caminho holístico, não encontro gente que queira ser somente Humano. Muito se fala de ascensão, de multidimensionalidade, e me parece que muitos ignoram que quem ascende ou multidimensiona, é o humano que estamos a exercer. Acreditando estar finalmente livre de dogmas religiosos, adentrei com euforia e cegueira no que chamam de "espiritualidade livre", para anos depois me sentir cheia de condicionamentos, crenças e moralismos, incutidos nos discursos de quem se intitula Mentor Espiritual. Um ego que começamos a ouvir na Atlântida ecoando quase 13 mil anos após a queda, inclusive, em mim.
Fiz grandes mudanças em minha vida em nome dessa "espiritualidade livre". Parei de ingerir bebidas alcóolicas, de ir a eventos sociais, de assistir televisão, de ter conversas bobas... assim como passei a adotar os novos critérios espirituais: não reclamar quando algo me fere, encarar doença ou sintoma como desequilíbrio e/ou ataque espiritual, ignorar os sentimentos negativos, focar no espírito e menosprezar a matéria... e, quando o véu da ilusão caiu, minha consciência viu o que eu não conseguiria mais deixar de ver: eu não havia superado a religiosidade, simplesmente caí no delírio de uma outra, mesmo que esta não se intitule como uma.
Entendi com mais clareza o desejo que sentia em abandonar a profissão de Terapeuta Holística e de não mais me envolver em mil cursos e mil egrégoras. De não mais me sentir a vontade perto de pessoas que para toda pergunta, entrega uma romantização como resposta. Entendi o sofrimento energético que vinha suportando, após o meu campo detectar todas essas distorções e falsa luz, e continuar seguindo nela. Não é que eu era uma vítima naquele meio: é que algo em mim detectou a incoerência e me chamou para a razão divina. E, finalmente, após pouco mais de uma década, abri minha vesica pistis - despertei.
Esta escrita representa o fim de um ciclo no meio holístico e no movimento da "espiritualidade livre". Este é o meu presente ao humano que estou, como Brunna Maria, em respeito ao seu processo ascensional. Que ela, em Consciência Desperta, exerça-se como quiser, experimente a vida como deseje experimentar e sinta a liberdade plena que é encontrar a isto que chamamos de Deus, em si mesma.
Eu Sou.

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